sexta-feira, 4 de julho de 2014

Clima de Copa

Poderia começar dizendo que como muitas crianças brasileiras meu primeiro presente foi uma bola de futebol.

E, mesmo não me lembrando, tenho informações que realmente foi a primeira coisa que meu pai me deu. Mas, na realidade, meu primeiro presente - prontamente descartado pela minha mãe - foi uma metralhadora e um capacete de plástico (o capacete eu aproveitei mais tarde nos meus sonhos infantis de F1) que ganhei dos meus padrinhos.

Mas a questão aqui é que a bola sempre me acompanhou por onde andei (e corri).

Ao contrário de alguns amigos, eu não tenho memórias antes de 4 anos de idade. Eu me lembro vagamente do dia 14 de agosto de '85, meio da tarde e todos na minha casa choramos com a notícia da morte do meu avô Wilson. Além disso, não me lembro de mais nada nesse ano.



E aí, quase um ano inteiro após, eu tenho outra lembrança. Não sei o dia, nem bem a hora, mas lembro que estava na casa de tio Nicodemos e novamente fomos cobertos pela tristeza. A França acabava de eliminar o Brasil da Copa de '86 - nos penais. Nem é uma lembrança muito vívida, não lembro de nada do jogo, mas lembro do pesar das pessoas. E o engraçado é que lembro com mais intensidade do Fantástico mostrando qual seria a 'esquete' (é assim?) do personagem "Araquém, O Showman" no caso do Brasil ter vencido o jogo.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

U N E X T E N S I O N

Ok, ok, minha situação de desemprego não é semelhante a outras tantas milhões por aí.



Primeiro que eu estava esperando já há algum tempo e conversava abertamente à respeito.

Segundo que - financeiramente - foi até vantajoso.

Mas como nunca havia ficado 'desempregado' (é, eu ainda me recuso a tirar as aspas) devo confessar que me sinto em uma situação horrível de humilhação contínua (e olha que nada indica aos outros que eu esteja, além do 'excesso' de tempo livre).

domingo, 15 de junho de 2014

E teve Copa...

Ainda bem!


Olha, não quero parecer alienado. Mas, sinceramente, para quem nasceu com uma bola no pé. Jogando no asfalto quente. Armando trave de madeira na areia da praia. Jogando 'cascudinho', 'travinha', 'rebate' e tudo o mais com algo que remeta a uma bola...

Isso que está acontecendo é o paraíso na terra.

É demais, eu até abandonei a vidinha virtual por que não consegui administrar a emoção.

Um alô aqui para outros tantos amigos apaixonados.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

...Fuck that...

É impressionante, as pessoas só são justiceiras quando a - porra da - justiça não se aplica a elas.



Já fiz o trecho de 400 Km entre Barra do Corda e São Luís em todos os veículos possíveis que você imaginar (exceto em Helicóptero), já fiz na Blazer com motor retificado e sem poder rodar acima de 3.000 rpm, no Palio 1.0 Fire com pneus carecas na chuva (aquaplanando a 60 Km/h), nos mais absurdos ônibus (como vocês bem sabem), em aviões monomotores, bimotores com e sem transponder e etc.

Ou seja, risco de vida mesmo - e não me orgulho disso, mas sei que são contingências de se trabalhar onde eu trabalho.

Aí chega o justiceiro questionando os gastos de todos e da maneira mais absurda, mas OK é para o bem da companhia e quem não deve não teme.

Todos os aluguéis de veículos foram sumariamente eliminados, fazendo com que gerentes e colaboradores passassem a usar seus veículos próprios para tarefas da empresa, mas OK é para o bem da empresa.

Daí chega uma convocação para um meeting em São Luís, let's go no único veículo da empresa que restou - um Palio 1.0 (nada maravilhoso, diga-se de passagem, mas um carro). E aí o cara vem com "pessoal, vamos alugar um carro mais seguro, é que eu vi um acidente ontem e fiquei com medo".

Que porra é essa?

Quer dizer que o risco só existe quando ele está na estrada?

Cara, nesse mundo tem muita coisa errada...

domingo, 30 de março de 2014

Uma ferida incicatrizável



Assistir '12 anos de escravidão' me dá uma dimensão do quão longe nós viemos. Evoluímos? Sim, mas ainda falta muito para resolver a 'questão racial'. Se é que há esperança nesse sentido.

Mesmo morando (ou 'Já que moro'?)em um dos estados com uma das maiores proporções de negros do Brasil eu vejo e convivo com racistas diariamente. Posso facilmente confirmar, aqui no Maranhão, nas cidades do sul do estado o racismo é regra, não exceção.

Infelizmente é assim que é.

É um cara que 'brinca' chamando um negro de macaco. É outro que xinga o bandeirinha de 'preto burro'. As coisas são ditas automaticamente. É parte da cultura do povo. O povo é racista. Eu ouço mães falando pra filhos 'te cala, parece que é filho de preto!'. Vária vezes.

É triste demais.

Essa cultura racista se esconde e aparece em brincadeiras e conversas amigáveis, em mesas de bar e de jantar. Na luz do dia ou à noite.

Só não vê quem não quer.